domingo, 6 de janeiro de 2008

Chávez muda13 ministros

O presidente venezuelano anunciou uma mudança radical no seu Governo. Quase metade dos ministros (13 em 28), e até mesmo o vice-presidente, foram substituídos depois do balanço de Hugo Chávez aos seus recentes fracassos. Há um mês a população negou em referendo as mudanças na Constituição e que, entre outras questões, davam acrescidos poderes a Chávez. O presidente prometeu tirar as devidas ilações e agir em conformidade. A revolução no Governo parece ser uma das medidas então anunciadas.

A este falhanço interno, Chávez também acrescenta o fracasso da operação de libertação de três reféns em poder das FARC.

Depois da maior derrota eleitoral desde que assumiu o poder em 1999, Chávez alterou o seu discurso ideológico por um mais pragmático tendo em vista as eleições deste ano para os governos estaduais e municipais.

Jorge Rodríguez, actual número dois do Governo, ficará com a responsabilidade de criar o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) e será substituído pelo ministro da Habitação, Ramón Carrizales. A presidente da Cantv (Companhia Telefónica), Socorro Hernández, será a nova ministra de Telecomunicações e Informática, substituindo Jesse Chacón, que ficará com o Ministério da Presidência. O ministro da Comunicação, Willian Lara, será substituído pelo presidente do canal Telesur, André Izarra.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Helicópteros para reféns das Farc voltam para a Venezuela

O coronel Omar Acevedo, chefe da Polícia do departamento de Meta, informou que as quatro aeronaves decolaram nesta manhã do aeroporto Vanguardia de Villavicencio. Os aparelhos estavam desde a semana passada no terminal à espera de que as Farc entregassem a ex-candidata à Vice-Presidência Clara Rojas, seu filho Emmanuel - nascido em cativeiro - e a ex-congressista Consuelo González.

Os helicópteros MI-17 de fabricação russa e Bell-212 (americanos), com emblemas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e seriam utilizados para levar os reféns de algum lugar do sudeste colombiano até Villavicencio, de onde seriam levados a território venezuelano para se reunir com seus familiares. As Farc adiaram a entrega dos reféns alegando "intensas operações" militares na região.

O coronel Acevedo disse não saber se os helicópteros retornarão em caso de uma possível retomada da operação humanitária. Apesar do fracasso da operação de resgate, funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) dizem ainda crer na possibilidade de libertação dos reféns. O alto comissário de paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, disse na quarta-feira que os cativos podem ser libertados em território colombiano, depois de Uribe ter aberto um "corredor humanitário desmilitarizado" na área próxima de Villavicencio, no norte do país, para onde os reféns seriam levados por militares venezuelanos.

Venezuela considera circulação de nova moeda "excelente"

da Folha Online

O ministro das Finanças da Venezuela, Rodrigo Cabezas, qualificou nesta terça-feira de "absolutamente excelente" a circulação da nova moeda do país, o bolívar forte, que retira três zeros do antigo bolívar.

"Posso dizer que até agora não tivemos nenhum inconveniente no que se refere à resposta da mudança da plataforma tecnológica" dos bancos. Os saldos das contas bancárias "já estão expressos em bolívares fortes e os caixas estão operando", afirmou aos jornalistas.

"Em todo o sistema financeiro, do ponto de vista interno dos bancos, e do ponto de vista contábil, a contabilidade em bolívares fortes já está expressa", indicou.

O titular de Finanças afirmou que "o mais importante, para o público, é que todos os saldos das contas poupança e contas correntes também já estão representados em bolívares fortes".

Ele garantiu que os caixas eletrônicos dos bancos "estão todos operando", mas que amanhã será "o dia em que os venezuelanos poderão ter acesso aos bolívares fortes", em função do feriado do dia 1º de janeiro.

Cabezas recomendou aos cidadãos e aos bancos que sempre tenham à mão a tabela de equivalência divulgada pelo governo e informou que na quarta-feira ela "sairá na mídia impressa de todo o país" de novo.

"A partir de hoje, a Venezuela deixa de ser o único país (na América do Sul) que tinha bilhetes de alta numeração", afirmou.

A série de seis bilhetes e sete moedas retira três zeros do antigo bolívar. Essa é a única mudança prática causada pela mudança. A nova moeda não virá acompanhada de reformas econômicas.

A paridade cambial oficial, congelada, de 2.150 bolívares antigos, corresponde agora a 2,15 bolívares fortes por US$ 1. No câmbio paralelo, US$ 1 equivale a 5,7 bolívares fortes, segundo a cotação desta segunda-feira.

Durante esta terça-feira, em que os bancos e o comércio ficaram fechados, o governo optou por reforçar a campanha explicativa do que denomina de "reconversão monetária", principalmente através da televisão.

Gastón Parra Luzardo, presidente do Banco Central da Venezuela (BCV), ressalta que "a circulação simultânea das duas famílias monetárias se estenderá por, no mínimo, seis meses".

A partir de amanhã e pelo menos até meados de janeiro, "especialistas e facilitadores do BCV" estarão em shoppings, mercados, terminais de passageiros e outros pontos de muito movimento "para tirar qualquer dúvida que possa aparecer e respondê-la de maneira didática e simples", acrescentou.

A Venezuela enfrenta atualmente a maior inflação da América Latina, um câmbio paralelo fora de controle e uma série crise de abastecimento de produtos básicos, como o leite. Analistas acreditam que a nova moeda não ajudará a reverter o quadro.

Colômbia: FARC cumpriram com libertação de reféns

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) «cumpriram» com a anunciada libertação dos seus reféns, entre eles um menino de três anos, apesar dos «obstáculos levantados por Bogotá», anunciou esta quinta-feira a agência de notícias Anncol.

As FARC «cumpriram. É o mínimo que se pode dizer. Apesar de todos os obstáculos levantados por Bogotá para impedir a entrega de três colombianos ao presidente da Venezuela, Hugo Chavez Frias», assinala um artigo divulgado na página da Internet da Anncol (Agência de notícias Nueva Colômbia), que costuma divulgar comunicados desta guerrilha marxista.

Reféns «poderão reencontrar-se com os seus entes queridos»

Acrescenta que «hoje poderão reencontrar-se com os seus entes queridos» e assinala que assim «se encerra um capítulo mais na disputa pelo intercâmbio ou troca de prisioneiros».

No final do artigo, esclarece, contudo, que «até agora não se conhece comunicado nem declaração oficial das FARC» sobre a operação que permitirá o regresso dos libertados.

Considera, ainda assim, que «este acto humanitário não pode estar sujeito aos interesses de Washington nem aos caprichos do governante colombiano», Álvaro Uribe.

«Prisioneiros de guerra por razões de conflito interno»

Salienta também que os três reféns - a ex-candidata à vice-presidência colombiana Clara Rojas, de 44 anos, um filho que ela teve em cativeiro fruto de uma relação com um guerrilheiro, e a ex-parlamentar Consuelo Gonzalez, de 57 anos - «são prisioneiros de guerra por razões de conflito interno».

Acrescenta que todos estes reféns «devem ser acolhidos por uma Lei consagrada na Carta Política que garanta o seu pronto regresso ao lugar de onde foram desarreigados» e adverte que «outros condicionalismos não são mais do que protecções fabricadas pelos beneficiários da guerra».

Um acto legislativo desta dimensão «além de aliviar o sofrimento de vítimas e familiares, abre as portas para a reconciliação nacional e para a reconstrução de uma nova Colômbia», indica Anncol.

As FARC fizeram o anúncio da libertação unilateral e sem contrapartidas, como um gesto de «desagravo» para com Chavez, a quem o presidente colombiano cancelou a sua mediação.

Nestor Kirchner viaja para Caracas

O antigo presidente argentino Nestor Kirchner deixou Buenos Aires com destino a Caracas, a fim de participar numa delegação que integra outros seis países, que vai assistir à libertação prevista para sexta-feira de três reféns das FARC.

Acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Taiana, o antigo presidente argentino foi designado pela mulher, a actual presidente Cristina Kirchner, para esta missão na Colômbia «de cooperação e solidariedade», indicou um porta-voz oficial.

Venezuela adopta nova moeda

CARACAS, 31 DEZ (ANSA)- As autoridades financeiras da Venezuela asseguraram nesta segunda-feira que estão com tudo pronto para introdução da nova moeda, que tem o nome temporário de "Bolívar forte" e começa a circular em 1º de janeiro de 2008.
A nova moeda terá três zeros a menos e uma paridade cambiária de 2,15 bolívares fortes para cada dólar.
O ministro das Finanças, Rodrigo Cabezas, disse que o novo símbolo monetário pertencerá a todos os venezuelanos é por isso é preciso defendê-lo.
Cabezas acrescentou que fará o que for preciso para ajustar suas políticas a fim de fortalecer a moeda.
"O governo nacional fará as mudanças pertinentes em sua política econômica fiscal, comercial e em seus processos de adaptações tecnológicas. Ele continuará com uma política trabalhista de fortalecimento dos trabalhadores, dos processos de inclusão social, o que significa que seguiremos construindo o país que todos queremos, inclusive, de grande crescimento econômico", indicou.
Os economistas locais sinalizam que o novo modo de pagamento não terá efeitos diretos na economia, já que vai alterar ao mesmo tempo as remunerações e os preços, que passam por um controle de câmbio vigente desde 2003.
A moeda chega as ruas em um contexto inflacionário estimado em 20% para o fechamento de 2007 e de um crescimento econômico estimado em 9% do PIB, pelo quarto ano consecutivo.
O presidente do Banco Central da Venezuela, Gastón Parra, anunciou que todo o sistema está pronto para iniciar o processo de reconversão, que terá uma duração prevista de seis meses, nos quais as duas moedas estarão em uso.
"Com a reconversão, será reforçada a confiança no símbolo monetário e haverá benefícios e eficiência no sistema político de pagamento e os registros contábeis graças ao manejo de cifras pequenas, assim como a compreensão e uso do dinheiro", destacou Parra em uma mensagem ao país. (ANSA)

Venezuela: Chavez amnistia golpistas de 2002

O presidente venezuelano promulgou segunda-feira uma amnistia política para os presos ou processados por delitos políticos, principalmente os implicados no golpe de Estado que o derrubou durante 48 horas em 2002 e um indulto para os presos comuns.

Hugo Chavez não precisou o número de pessoas que beneficiarão desta amnistia, da qual está excluído o antigo governador do Estado de Miranda, Enrique Mendoza, acusado de ter tomado o controlo da televisão VTV em Abril de 2002.

O chefe de Estado venezuelano declarou que concedia esta amnistia que abrange também as pessoas detidas no âmbito da «greve petrolífera» de Dezembro de 2002 e Janeiro de 2003 para «enviar um sinal ao país», de que é possível «viver juntos com as diferenças».

Depois de destacar que na Venezuela não existem presos por expressarem as suas ideias políticas, pelo que «ninguém pode falar de presos políticos nem de perseguidos políticos», Chavez explicou que os beneficiados com a sua decisão cometeram delitos políticos e que a sua sorte foi ou estava a ser decidida pelos tribunais.

«Políticos presos não são os presos políticos», acrescentou e destacou que «a maioria» deles «está em casa e com proibição de sair do país».

A amnistia deve ser entendida como «uma demonstração de que queremos a paz (...) que ocorra um debate forte, mas em paz», assinalou.

A tomada violenta do palácio, de sedes do governo regionais, a privação ilegítima da liberdade de funcionários e outros factos que marcaram o golpe de estado de 11 de Abril de 2002 caem na alçada da amnistia.

Diário Digital / Lusa

Após suspensão da missão Emmanuel, Chávez buscará libertar reféns por 'outras vias'

Da France Presse

01/01/2008
10h18
-A missão Emmanuel, para resgatar três reféns das Farc, foi suspensa de modo indeterminado depois que a guerrilha alegou falta de condições para a entrega, mas o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que a operação prosseguirá "por outras vias".

"Seguiremos esperando, não descartamos a possibilidade de que nos cheguem as coordenadas, temos um canal de comunicação. Nossos helicópteros estão lá e estarão lá, a menos que a Colômbia retire a permissão, disse Chávez na segunda-feira, após o aparente fracasso da missão.

Mais cedo, Chávez leu em um programa de TV uma carta das Farc na qual os insurgentes informavam que não era possível entregar os reféns por causa das intensas operações militares na região onde a operação aconteceria.

O grupo alegou que insistir na entrega, "nestas condições, seria colocar em grave risco a vida das pessoas a libertar, o restante dos prisioneiros de guerra e os guerrilheiros designados para cumprir esta missão".

As Farc aceitaram entregar a uma missão internacional coordenada pela Venezuela e sob a proteção da Cruz Vermelha Internacional a ex-candidata à vice-presidência colombiana Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-congressista colombiana Consuelo González.

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, viajou na segunda-feira à cidade de Villavicencio (95 km ao sudeste de Bogotá) e negou de forma veemente a existência de operações militares. Ele chegou a mencionar a possibilidade de que o menino Emmanuel não estaria em poder das Farc, o que seria a causa da demora na entrega dos reféns.

De acordo com esta hipótese, a criança estaria em um orfanato de Bogotá. Uribe pediu exames de DNA a familiares de Clara Rojas para determinar se o menino em questão é realmente o filho da política.

Chávez se irritou com a insinuação e voltou a criticar o colega colombiano de "dinamitar" o processo. Diante deste cenário, os representantes internacionais de sete países, reunidos em Villavicencio para recebir os reféns que as Farc libertariam, decidiram interromper a participação na operação.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Chávez elogia comunidade portuguesa na Venezuela

José Sócrates classifica a Venezuela um «país irmão» devido aos portugueses que para lá imigraram nos últimos anos. O presidente Hugo Chávez classifica a comunidade portuguesa na Venezuela como trabalhadora e alegre. Os dois líderes encontraram-se em São Bento, residência oficial do primeiro-ministro português.

( 00:18 / 21 de Novembro 07 )


Hugo Chávez falava à chegada a São Bento, depois de ter sido recebido pelo chefe do Governo português, José Sócrates, à entrada da residência oficial do primeiro-ministro.

Nas breves declarações políticas feitas antes do jantar, Hugo Chávez falou a seguir a José Sócrates, que classificou a Venezuela como um país irmão.

«Partilhamos uma história comum nas últimas décadas [durante as quais meio milhão de portugueses emigraram para a Venezuela], e o Governo português aqui está para construir com o povo venezuelana uma relação que esteja à altura da sua história», disse Sócrates salientando «a honra» que é receber Chavez em Portugal.

Logo nas suas primeiras palavras Hugo Chávez revelou o seu estilo informal, provocando risos entre os diplomatas dos dois países, ao fazer uma pergunta directa ao primeiro-ministro português:

«Quanto tempo falaste tu? Cinco minutos?», questionou o chefe de Estado venezuelano, dando assim a entender que não queria quebrar o protocolo, falando mais do que o anfitrião, o chefe do Governo português.

Além de cumprimentar José Sócrates, o presidente venezuelano deixou também uma saudação especial a "Mário" [Soares], que também esteve presente no jantar de São Bento.

Depois, como Sócrates tinha abordado na sua anterior intervenção questões relacionadas com a comunidade portuguesa, o chefe de Estado Venezuelano referiu-se também ao tema.

Chávez vincou então que os cidadãos lusos são vistos com «afecto» pela generalidade dos cidadãos venezuelanos, sobretudo por estarem ligados a serviços como «as padarias, os talhos, as mercearias e os restaurantes».

«Especializaram-se em algo que dá alegria, porque barriga cheia é coração contente. Tu sabes Sócrates, os portugueses constituem uma comunidade de trabalho e de muito afecto», disse.

Chávez considerou ainda os portugueses «parecidos com os venezuelanos, porque falam bastante, são de riso fácil, dão o coração e são de afecto sincero».

Chavez quer reforçar relações com Portugal

Neste contexto, o chefe de Estado venezuelano deixou garantias de que o seu Governo trabalhará para assegurar «tranquilidade» e «segurança» à comunidade portuguesa residente no seu país. «Vamos dar atenção a esses problemas», acrescentou.

Segundo Chávez, as relações políticas e comerciais entre os dois países «estão actualmente muito abaixo dessa união e amizade entre os povos português e venezuelano».

«Chegou o momento de começarmos a trabalhar juntos nas áreas económica, comercial, social e energética, para assim sermos coerentes com o nosso passado comum», frisou.

domingo, 21 de outubro de 2007

Venezuela doará livro sobre Bolívar a escolas do Brasil

Brasília - O governo venezuelano vai lançar no dia 30 no Brasil o livro "Simón Bolívar, o Libertador", que será doado a escolas e bibliotecas de todo o País. Segundo o adido de cultura da Embaixada da Venezuela, Wilfredo Machado, a primeira edição do livro terá tiragem de 5 mil exemplares e será distribuído gratuitamente para 630 escolas públicas e bibliotecas brasileiras. "Nosso interesse é difundir o pensamento do Libertador no Brasil", afirmou Machado, referindo-se ao herói ao qual o presidente Hugo Chávez tem como principal referência para sua revolução do "socialismo do século 21".

O livro, de 349 páginas, reúne cem textos escritos por Bolívar (1783-1830) e será financiado pela construtora brasileira Odebrecht, que tem vários projetos de infra-estrutura na Venezuela - entre eles a construção do metrô na capital Caracas. O Poder Legislativo venezuelano aprovou ontem a redução das horas de trabalho no país de oito para seis horas. O artigo aprovado faz parte do projeto do presidente Chávez de reforma constitucional e, para entrar em vigor, será submetido a um referendo em 2 de dezembro. (AE-AP)

Jornada de trabalho na Venezuela será reduzida a seis horas

CARACAS (Reuters) - A jornada de trabalho na Venezuela será reduzida para seis horas diárias, caso seja aprovada a reforma constitucional promovida pelo presidente Hugo Chávez para aprofundar seu sonho socialista, embora alguns temam que haja obrigatoriedade de realizar tarefas sociais no tempo livre.

O Congresso, dominado pelo chavismo, aprovou na noite de quarta-feira a redução em duas horas da jornada de trabalho, o que a oposição viu como uma "isca" para a aprovação de outros projetos menos populares da reforma constitucional, que será submetida como pacote a referendo em dezembro.

"A fim de que os trabalhadores e trabalhadoras disponham de tempo suficiente para seu desenvolvimento integral, a jornada de trabalho diurna não excederá seis horas diárias ou 36 horas semanais", diz o artigo 90 do projeto, que será submetido a referendo em dezembro.

Alguns criticam que o governo se arvore na capacidade de definir como o cidadão deve aproveitar seu ócio, já que o projeto diz que "o Estado promoverá os mecanismos para a melhor utilização do tempo livre em benefício da educação, formação integral e desenvolvimento humano, físico, espiritual, moral, cultural e técnico dos trabalhadores e das trabalhadoras".

A medida criou confusão entre a população. Alguns estão satisfeitos por terem mais tempo livre, mas outros desconfiam das intenções do governo e temem que possa ser criado um serviço social obrigatório.

Irão e Venezuela criam petrolífera para concorrer com gigantes do sector

A Venirogc quer ser uma das maiores petrolíferas do mundo dentro de poucos anos. Este grupo é o resultado da incursão mais recente de dois dos maiores produtores de petróleo do mundo, o Irão e a Venezuela, na área empresarial do mercado petrolífero.

O objectivo é concorrer com gigantes como a Chevron, Royal Dutch Shell ou Eni, grandes petrolíferas privadas.

As petrolíferas estatais Petropars, do Irão, e Petróleos da Venezuela SA (PDVSA) acordaram fazer uma "joint-venture" por forma a poder acompanhar toda a cadeia de produção, no gás e na gasolina, desde a exploração aos consumidores.

Quem o afirma é o responsável das operações da Petropars na Venezuela, Mohammad Ali Talebi, numa entrevista à Bloomberg.

Este responsável afirmou que a ideia da empresa é "tornar-se num grupo semelhante à Chevron, Shell ou Eni". A parceria terá uma participação de 50% de cada empresa e o objectivo é ter operações em vários países. A Bolívia é um deles.

A empresa vai ser registada nas Ilhas Virgens britânicas, uma "offshore", o que deixará a empresa imune a possíveis sanções económicas que possam ser aplicadas ao Irão.

Esta petrolífera requer um investimento inicial superior a mil milhões de dólares. Depois, será necessário tempo para crescer, de modo que, no final de 2011, já esteja em funcionamento e pronta para explorar 200 mil barris de petróleo por dia.

Governo da Bolívia reforça apoio a Chávez

LA PAZ (AFP) — O governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, reforçou seu apoio ao aliado venezuelano Hugo Chávez, fortemente atacado pela oposição, que o acusa de ingerência, depois que este evocou um "Vietnã das metralhadoras" caso o presidente indígena seja derrubado ou assassinado.

"Em suas palavras (do presidente da Venezuela), existe uma expressão de solidariedade com o povo boliviano", afirmou o ministro da presidência, Juan Ramón Quintana, enquanto seu colega da Defesa, Walker San Miguel, também considerou que havia um sinal de "solidariedade continental".

O presidente venezuelano provocou grande tensão política na Bolívia, ao destacar em seu programa dominical de rádio e TV "Alô, Presidente" que a Venezuela "não ficará com os braços cruzados", caso a oligarquia "consiga derrubar Evo ou assassiná-lo".

Chávez advertiu que um eventual desfecho negativo contra seu amigo boliviano e estreito aliado político provocará o "Vietnã das metralhadoras, o Vietnã da guerra".

O líder venezuelano disse em várias oportunidades que seu regime defenderá o boliviano Evo Morales, que vem promovendo profundas reformas políticas e econômicas em seu país, apesar da resistência de liberais e grupos civil, oriundos fundamentalmente da rica região de Santa Cruz (leste).

Esses setores questionaram a nacionalização dos hidrocarbonetos e a reversão de terras improdutivas para distribuí-las entre os camponeses pobres e consideram que, com essa política de governo, o presidente está semeando a divisão do país.

Bolívia e Venezuela construíram estreitos laços políticos e comerciais, e La Paz aderiu à Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), em contraposição à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), promovida pelos Estados Unidos.

A Venezuela ofereceu cerca de 700 milhões de dólares para explorar petróleo e gás na Bolívia e para a construção de uma planta de industrialização de gás. Além disso, já doou mais de 60 milhões de dólares para corporações militares e policiais, assim como municípios, cujos cheques são distribuídos pessoalmente por Morales.

O ministro Quintana, colaborador próximo de Evo Morales, defendeu que existem, nas frases de Chávez, "uma expressão de solidariedade com o povo boliviano, diferentemente de outros governos, aos quais interessam apenas a instabilidade e a regressão deste processo político que estamos vivendo neste país".

Enquanto o governo tenta minimizar o incidente, a oposição civil e política continua a fazer suas ácidas críticas ao presidente venezuelano e ao governo boliviano, por não frear a "intromissão" ao país.

O ex-presidente liberal Jorge Quiroga (2001-02), líder do partido Podemos, considerou que Chávez ameaça intervir na Bolívia, com o objetivo de impor uma agenda política própria, como, por exemplo, na Assembléia Constituinte que deve aprovar uma nova Carta Magna.

"O que (Chávez) está nos dizendo é: ou façam a Constituinte na Bolívia como me dá vontade, ou lhes mando as metralhadoras. Imagino que sejam os (fuzis russos) Kalashnikov que está comprando", disse o líder opositor.

Nos últimos anos, a Venezuela se rearmou com a compra de 24 aviões de caça, 53 helicópteros e 100.000 Kalashnikov (todos da Rússia) e planeja construir em seu país uma fábrica para os fuzis russos.

O dirigente do poderoso Comitê civil-empresarial de Santa Cruz, Branko Marinkovic, lamentou que "o presidente Morales não se pronuncie sobre as ameaças de Chávez".

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Chávez cancela discurso na Assembléia Geral da ONU


CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não participará, nesta semana, da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) devido a problemas de agenda, afirmou na terça-feira o governo venezuelano.

No ano passado, no discurso proferido durante o evento, Chávez gerou polêmica ao chamar o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de diabo.

O líder venezuelano, crítico contumaz do governo norte-americano, não conseguiu na reunião de 2006 obter uma vaga não permanente para a Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, apesar de ter conseguido bloquear a candidatura da Guatemala, que contava com o apoio dos EUA.

"Devido a uma incompatibilidade de agenda e a várias atividades que tem de realizar em solo pátrio, ele não poderá participar (da Assembléia Geral)", afirmou o Ministério das Comunicações e da Informação da Venezuela em um comunicado divulgado na terça-feira.

O órgão acrescentou que, no lugar de Chávez, comparecerá ao evento o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Nicolás Maduro.

O dirigente, que faria seu discurso na próxima quarta-feira, afirmou que continuará prestando atenção em cada um dos pronunciamentos e intervenções da assembléia e que ficará o tempo todo em contato com seus representantes.

O presidente venezuelano, que na reunião do ano passado queixou-se do "cheiro de enxofre" deixado por Bush no auditório depois de discursar, também elogiou seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, por seu pronunciamento diante da ONU.

"Eu o congratulei em nome do povo venezuelano, em vista de uma nova agressão do império norte-americano", afirmou Chávez, segundo o comunicado do Ministério das Comunicações e da Informação.

Ahmadinejad foi acusado de ser um "ditador mesquinho e cruel" pelo reitor na Universidade de Columbia, Lee Bollinger, depois de o mandatário iraniano ter criticado Israel e os EUA e haver afirmado que seu país é pacífico.

O presidente venezuelano informou que Ahmadinejad visitará Caracas na quinta-feira, rapidamente, para consolidar as relações bilaterais entre os dois países.

Na assembléia do ano passado, Chávez insistiu a respeito da necessidade de "refundar" a ONU, propondo tirar a sede da entidade de Nova York, em pleno coração do "império", e alterar seu modo de funcionamento. O dirigente também afirmou que a entidade deveria ser mais rápida ao intervir em conflitos internacionais.

O presidente venezuelano trava uma batalha verbal acirrada com o governo norte-americano, trocando constantemente acusações responsáveis por levar as relações entre os dois países para sua pior situação em anos, e isso apesar da intensa troca comercial (incluindo o petróleo) e entre a Venezuela e os EUA.

Venezuela empresta US$100 mi para Cuba melhorar ferrovias


HAVANA (Reuters) - A Venezuela emprestou 100 milhões dólares para Cuba melhorar suas ferrovias, informou a mídia estatal cubana nesta terça-feira, no momento em que a ilha tenta reconstruir sua dilapidada infra-estrutura depois de anos de crise econômica.

O jornal Granma, do Partido Comunista Cubano, disse que o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social da Venezuela assinou um acordo de crédito com o Banco Exterior de Cuba para melhorar suas linhas férreas, sinais e comunicações.

"Com este crédito, as linhas serão completamente restauradas a suas condições originais para levar carga e passageiros", disse em Caracas o ministro de Transporte de Cuba, Jorge Luis Sierra, segundo o jornal.

Sierra afirmou que a recuperação econômica de Cuba precisa de melhores ferrovias e que os trens poderão viajar a 100 km/h, em relação aos atuais 40 km/h.

Depois de gastar mais de 2 bilhões de dólares desde 2005 para modernizar seu parque elétrico e acabar com os blecautes de energia, Cuba quer melhorar seu sistema de transporte, informaram autoridades do governo.

Cuba assinou contratos recentemente para comprar mais de 6 mil ônibus e 100 locomotivas da China, aviões de passageiros e de carga da Rússia, 100 vagões de carga do Irã e milhares de motores para antiquados caminhões da era soviética.

Chávez anuncia viagem à Arábia Saudita para defender preço do petróleo


Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou, nesta terça-feira, que viajará, na próxima semana, para a Arábia Saudita para "defender o preço do petróleo" em uma reunião de cúpula de presidentes de países-membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e reiterou que prevê que o barril chegará a US$ 100.

- A US$ 100, chegaremos lá. Estou certo de que o preço do petróleo não vai baixar e nós nos encarregaremos disso. Dentro de uma semana estarei na Arábia Saudita - afirmou Chávez em um pronunciamento televisionado.

Um dos objetivos da reunião de Cúpula, segundo o presidente venezuelano, será "defender o preço do petróleo, fortalecê-lo e, para isso, temos que nos unir".

- Os árabes por um lado, os persas pelo outro, lutando uns com os outros; a Venezuela subordinada aos Estados Unidos e, claro, como a Opep estava dividida, não valia um centavo - sustentou Chávez.

A Venezuela é o quarto maior fornecedor de petróleo para os Estados Unidos, para quem destina cerca de 1,5 milhão de barris diários, aproximadamente a metade de sua produção.

Chávez, governante do terceiro maior produtor de petróleo da Opep, com 3,2 milhões de barris diários. acrescentou que o preço de venda do barril de seu país chegou, na segunda-feira, a US$ 74,7, lembrando que, em 2000, não passava de US$ 7.

O presidente lembrou que, na época, convocou uma reunião de cúpula de presidente dos países-membros do cartel e, em Caracas, "renasceu a Opep, depois de 25 anos sem que se reunissem os presidentes dos países que a integram".

O preço do petróleo da Opep se reduziu ligeiramente nesta terça-feira, desde sua última máxima histórica, ao ser vendido na segunda-feira US$ 76,48. 24 centavos a menos que na jornada anterior, segundo comunicou o secretariado da Opep, em Viena.

Na forte escalada experimentada pelos tipos de petróleo desde o início de setembro, o petróleo da Opep caiu abaixo da barreira de US$ 75 pela primeira vez no último dia 19. O preço médio do barril de petróleo venezuelano, um pouco mais pesado que a média do da Opep, subiu, na semana passada, US$ 1,95, frente aos US$ 71,16 da média da semana anterior, situando-se em US$ 73,11.

O petróleo porporciona mais de 80% das divisas que a Venezuela recebe e cerca da metade dos ingressos do orçamento fiscal nacional, que o governo de Chávez calculou em US$ 29 por barril, menso da metade do preço atual. As autoridades veneuelanas calculam que, para cada dólar que sobe ou baixa o preço do barril de petróleo local, os ingressos brutos anuais variam em US$ 1 bilhão aproximadamente.

Os registros de preços anteriores do barril (159 litros) de petróleo venezuelano de exportação foram de US$ 32,88 em 2004; US$ 25,76 em 2003; e US$ 21,95 em 2002.

Kevin Spacey janta com Hugo Chávez na Venezuela


CARACAS (Reuters) - Depois de receber os atores Sean Penn e Danny Glover, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, se reuniu na segunda-feira com o ator Kevin Spacey para conversar sobre o cinema do país e o papel de mediador do líder em um possível acordo entre Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A televisão estatal mostrou a rápida entrada de Spacey no Palácio de Miraflores, sede do governo da Venezuela, onde foi recebido por Chávez.

"O senhor Spacey falou com o presidente sobre os projetos do cinema nacional e a Vila do Cinema e se interessou pelo papel de mediador do presidente entre as Farc e o governo da Colômbia", contou uma funcionária que presenciou o encontro.

Chávez disse no domingo que a visita aconteceria devido ao interesse que desperta no exterior "o processo revolucionário venezuelano".

Spacey, de 48 anos, já ganhou dois Oscars, um em 1999 como melhor ator por seu papel em "Beleza Americana" e outro como melhor ator coadjuvante por sua participação em "Os Suspeitos", de 1995.


As direções municipal de Curitiba e estadual do PCdoB do Paraná estiveram reunidas com representantes do Fórum Social do Mercosul e do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), na última sexta-feira (21), para reforçar a integração de frentes políticas contra o neoliberalismo que crescem em toda a América Latina e a importância dos encontros que debatem a temática no continente. “Defendemos a paz mundial, com justiça social, distribuição de renda e de riqueza, democracia, soberania nacional e desenvolvimento”, disse José Reinaldo de Carvalho, diretor do Cebrapaz, ao anunciar o Congresso Mundial da Paz, que será realizado em abril de 2008, na Venezuela.

Segundo Milton Alves, uma extensa agenda com José Reinaldo foi cumprida com o objetivo de amarrar a participação de entidades do movimento popular e envolver institucionalmente o Governo do Paraná nas atividades do Congresso Mundial da Paz. “Várias entrevistas aos meios de comunicação e reuniões com organizações sociais e o governador em exercício, Orlando Pessuti, amarraram a participação dos paranaenses no evento”, comemorou.

José Reinaldo de Carvalho, que também é secretário de Relações Internacionais do PCdoB, diz que é fundamental vincular a paz à solidariedade entre os povos latinos. “Mesmo sem cadeira no conselho permanente da ONU, o Brasil tem grande influência no continente. É preciso sensibilizar os países do Norte e combater o unilateralismo e a política militarista agressiva dos EUA”, disse Carvalho.

Os temas comuns que serão debatidos nos dois encontros vão da fome, aos conflitos no Iraque, Afeganistão e Faixa de Gaza. “A luta contra a guerra imperialista já dura 58 anos. Vamos continuar lutando contra a guerra de Bush e o imperialismo, além de seguirmos defendendo a soberania e os direitos dos povos”.

“Em nome destes princípios e compromissos, o Cebrapaz convida todos a unirem os seus esforços pela paz como condição de liberdade, de combate à miséria, de proteção à natureza, de desenvolvimento nacional, de democracia e independência, no reforço ao espírito de solidariedade com toda a humanidade”, completou Carvalho.

Para Joel Benin, presidente municipal do PCdoB de Curitiba e membro do recém-criado Cebrapaz no Estado, o Paraná pode contribuir para mobilizar os brasileiros a partir do Fórum do Mercosul para as bandeiras nobres em defesa da paz e contra o neoliberalismo.

Chávez nega pressão sobre Congresso Brasileiro


CARACAS (AFP) — As supostas pressões exercidas pela Venezuela sobre senadores brasileiros, para que seja aprovada a entrada do país no Mercosul, são parte de uma campanha negativa dos Estados Unidos, denunciou neste domingo o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em seu programa semanal "Alô Presidente".

"É a mão do império (Estados Unidos) que move outra vez a grande imprensa, a principal arma que o imperialismo tem atualmente para evitar nossa união", disse Chávez.

O presidente negou ter feito declarações para pressionar o Senado brasileiro durante sua visita ao país, na quinta-feira, na cidade de Manaus.

"Não dei um pio sobre isso nem falei nada sobre o Congresso do Brasil em Manaus".

Senadores de diversos partidos brasileiros ameaçam vetar a entrada da Venezuela no Mercosul, ao classificarem como ofensiva uma declaração de Chávez, que disse que a Venezuela não "irá se arrastar nem implorar para entrar no Mercosul".

O Senado do Brasil deve aprovar o ingresso da Venezuela até dezembro, prazo fixado pelo presidente da Venezuela.

"Alguns senadores do Brasil voltaram a dizer que 'Chávez é um tirano, um ditador', mas são os senhores que estão dizendo isso", destacou o presidente da Venezuela.

Chávez criticou ainda o senador Tião Viana (PT), que o chamou de "louco".

"Eu rio dessa situação, mas no fundo me dá tristeza, pela pessoa que deu essa declaração e pelo cargo que ela ocupa".

Chávez e o Senado brasileiro trocam farpas desde junho, quando o presidente chamou os senadores de "papagaios que imitam os Estados Unidos", referindo-se ao caso do canal de oposição RCTV, que teve sua licença não renovada por decisão de Chávez.

sábado, 22 de setembro de 2007

'Só pude rir', diz Miss Venezuela que viu coroa ser roubada


A modelo Dayana Mendoza passou por uma situação bizarra logo após vencer o concurso de Miss Venezuela 2007, na semana passada: ela viu a coroa da segunda colocada, Hannelys Quintero (eleita Miss Venezuela Mundo), ser roubada por um homem que assistia ao evento na platéia.

Refeita do susto, ela deu uma entrevista exclusiva ao G1, por telefone, e disse que não ficou em pânico. Ao contrário: "Dei muita risada", afirmou a miss.

"Eu estava em pé esperando a coroa ser colocada na minha cabeça quando olhei para as pessoas e vi que elas estavam com uma expressão esquisita no rosto. Olhei de novo para a frente e vi um homem saltar entre as cadeiras, pegar a coroa e sair com ela na cabeça. Dei muita risada", conta a miss, de 21 anos.

A cerimônia de transmissão da coroa de Miss Venezuela aconteceu na noite do dia 13 de setembro, no Poliedro de Caracas, grande sala de eventos e concertos da capital. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal privado "Venevisión".

A final do Miss Venezuela, com mais de quatro horas de duração, foi um sucesso de audiência no país. Na noite do evento, dois de cada três televisores estavam sintonizados no concurso, que é mais assistido do que a Copa do Mundo.

Soares embaixador do petróleo em Caracas


Mário Soares terá aproveitado as suas boas relações pessoais com o Governo de Hugo Chávez e o ministro dos Petróleos da Venezuela para ajudar a abrir portas às conversas entre a Galp Energia e a Petróleos da Venezuela (PDVSA) para uma parceria estratégica na área do petróleo e do gás.

Ontem, o ex-presidente da República esteve presente na apresentação do I Lisbon Energy Forum 2007, uma iniciativa da Galp e da Fundação Mário Soares que reunirá em Lisboa no início de Outubro altos dirigentes de algumas das maiores petrolíferas do mundo. Mário Soares disse ter acompanhado o presidente da Galp Energia numa recente deslocação à Venezuela, por insistência de Ferreira de Oliveira, e porque a Fundação e a empresa já tinham o projecto comum de preparar a cimeira. Como conhecia bem vários ministros, incluindo o do Petróleo, e o próprio Presidente Hugo Chávez, "isso foi im- portante para as conversações que lá tivemos". Foi o que Soares respondeu na sequência de uma questão colocada sobre o processo de negociações entre a Galp e a PDVSA. O ex-presidente da República sublinhou as várias deslocações que tem feito à América Latina, a países como a Venezuela, o Brasil e o Equador, onde obtém conhecimentos pessoais que, depois, ajudam a "abrir portas". "E foi isso o que sucedeu na Venezuela", acrescentou.

O papel de Soares foi ontem avançado pelo Diário de Notícias da Madeira. No entanto, e já esta semana, o presidente executivo da Galp, Ferreira de Oliveira, ele próprio ex-quadro da PDVSA, negou, em declarações à Lusa, qualquer ligação do ex-presidente de Portugal às negociações com a petrolífera.

Ontem, Ferreira de Oliveira confirmou as conversas em curso com a empresa pública da Venezuela, país que tem as maiores reservas de petróleo do Ocidente e está no clube dos maiores produtores a nível mundial.

O principal objectivo da Galp é fechar um acordo de parceria estratégica que lhe garanta uma posição equivalente à que tem na exploração e produção de petróleo e gás em Angola e no Brasil. Segundo a imprensa venezuelana, a Galp deve entrar na exploração de petróleo e gás na Faixa do Orinoco onde a PDVSA quer constituir joint-ventures com empresas internacionais, desde que mantenha a maioria. O acordo para a parceria, já saudada por Chávez, poderá vir a ser assinado em Lisboa no dia 2 de Outubro, aproveitando a deslocação do presidente da PDVSA e também do ministro do Petróleo, Rafael Ramírez Carreño. Para além da entrada da Galp na Venezuela, o acordo pode passar pelo abastecimento de crude a Portugal. Em 2006, a Galp praticamente não comprou petróleo à Venezuela, cujas características não são as mais adequadas ao aparelho refinador nacional.