sábado, 12 de janeiro de 2008

Ex-reféns das Farc passam primeira noite de liberdade na Venezuela

CARACAS (AFP) — As ex-reféns colombianas, Clara Rojas e Consuelo González, entregues na quinta-feira pela guerrilha das Farc, passaram sua primeira noite em liberdade em um hotel de Caracas junto com seus familiares, após terem sido mantidas em cativeiro por seis anos.

Depois de terem sido recebidas na selva de Guaviare (sudeste da Colômbia) por uma comissão venezuelana e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, as duas mulheres voaram para a Venezuela e se reencontraram com seus familiares mais próximos no aeroporto internacional Simón Bolívar, de Caracas.

"Isso é como voltar a viver. Às vezes acho que é um sonho", disse González, ao tomar nos braços sua neta de dois anos, que ela não conhecia.

Entre abraços, beijos e lágrimas, as duas famílias se dirigiram imediatamente para o palácio presidencial de Miraflores, onde se reuniram com o presidente venezuelano Hugo Chávez por cerca de uma hora.

Clara Rojas e Consuelo González foram em seguida para o hotel cinco estrelas onde estão hospedados seus familiares desde 27 de dezembro e lá passaram sua primeira noite em liberdade.

Nesta sexta-feira, as duas famílias permaneciam em seus quartos e nenhum deles desceu para tomar o café da manhã, indicaram funcionários do hotel à AFP.

O movimento no hotel era pequeno e os funcionários não davam detalhes sobre as libertadas, porque "são hóspedes protegidas".

A imprensa venezuelana saudou a libertação das duas mulheres com grandes manchetes e fotos do encontro com suas famílias. O jornal governista Vea publicou em troca em sua primeira página uma grande foto do líder das Farc, Manuel Marulanda, com a seguinte manchete: "Marulanda cumpriu com Chávez".

O presidente venezuelano insiste há vários meses para que seu colega colombiano Alvaro Uribe o autorize a realizar uma reunião com Marulanda, como ponto crucial para a libertação de mais reféns e para o início de um processo de paz.

A senadora colombiana Piedad Córdoba, que acompanhou a entrega das reféns em Guaviare, disse na noite de quinta-feira que Rojas e González pretendiam conceder uma entrevista coletiva à imprensa nesta sexta-feira, sem precisar a hora.

Na noite de quinta-feira, as duas libertadas conversaram por telefone com Uribe, que também agradeceu a Chávez por sua participação eficaz.

Clara Rojas disse à rede colombiana Caracol que para sua libertação foram obrigadas a caminhar durante vinte dias, e disse que estava "esgotada", pois não havia conseguido dormir bem.

Rojas disse também que quer voltar logo para Bogotá para buscar seu filho Emmanuel, de três anos e meio, nascido no cativeiro de uma relação consentida com um guerrilheiro.

As Farc tinham prometido libertar as duas políticas junto com Emmanuel, mas as autoridades colombianas descobriram no final do ano passado que a criança não estava em poder da guerrilha, e sim em um abrigo do governo em Bogotá.

Exames de DNA mostraram uma alta probabilidade de que o menino seja efetivamente filho de Rojas, e posteriormente as Farc confirmaram sua identidade.

Rojas, de 44 anos, havia sido seqüestrada em fevereiro de 2002 junto com a ex-candidata à presidência Ingrid Betancourt, de nacionalidade colombiana e francesa, de quem havia sido a vice em sua campanha eleitoral.

Em suas declarações à imprensa colombiana, Rojas disse que foi separada de Betancourt há três anos e a enviou mensagens para que se mantenha forte.

A ex-legisladora González, de 57 anos, era refém das Farc desde 2001. Durante seu período de cativeiro seu marido morreu e sua neta nasceu.

Venezuela: Chávez elogia decisão das Farc de tirar Emmanuel da selva

Caracas, 12/01 - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, elogiou sexta-feira a decisão da guerrilha colombiana das Farc de tirar o pequeno Emmanuel, filho da ex-refém Clara Rojas, da selva, e pediu a seu homólogo colombiano, Alvaro Uribe, que ratifique a versão de que a criança foi torturada.

"A guerrilha tomou a decisão de tirá-lo da selva e foi uma decisão justa. Emmanuel já não é um menino da selva, é um menino colombiano, é nosso Emmanuel", disse Chávez durante a apresentação de seu relatório sobre 2007, na Assembleia Nacional venezuelana.

O presidente venezuelano afirmou que Emmanuel, filho da ex-candidata à vice-presidência da Colômbia Clara Rojas, não apresenta sinais de tortura, como denunciou Uribe em 31 de Dezembro passado.

"Não há sinais de tortura, e o presidente Uribe precisa esclarecer isso ao mundo, porque ele disse o Ontário".

Chávez contou ao Congresso que as reféns libertadas Clara Rojas e Consuelo González caminharam "quase um mês" com os guerrilheiros até chegar ao local de entrega, devido à presença de militares colombianos na região.

"Em 30 e 31 de Dezembro, foram bombardeados (o grupo com as reféns) na zona por onde vinham. O comandante do grupo, que tem a liberdade de acção para cuidar da vida de sua gente, reuniu a patrulha e disse: não podemos continuar, vamos suspender a operação".

"Depois, surgiu a história do menino. Disse: oxalá seja verdade, será uma preocupação a menos, porque imaginamos uma criança na selva, caminhando".

As Farc prometeram libertar Rojas, González e Emmanuel em meados de Dezembro, mas a operação humanitária de resgate, organizada por Chávez, fracassou devido à presença do Exército colombiano na área, segundo a guerrilha.

Para Uribe, a libertação foi suspensa, porque a guerrilha não tinha Emmanuel, que já estava num orfanato em Bogotá.

Clara Rojas e Consuelo González foram libertadas, finalmente, na quinta-feira.

"Uma libertação humanitária e unilateral"

Foi assim que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) justificaram a libertação de Clara Rojas e Consuelo Gonzalez de um sequestro de mais de 6 anos.

As FARC entregaram as reféns à Cruz Vermelha nas imediações de San José de Guaviare, na selva colombiana. A ex-candidata à vice-presidência da Colômbia e a ex-parlamentar foram depois transportadas para Caracas, onde as esperava aquele que é considerado o responsável por esta libertação: Hugo Cavem.

As negociações com a mediação do presidente da Venezuela começaram em Setembro e, no processo, a diplomacia entre a Venezuela e a Colômbia ficou bastante abaladas.

As FARC não retribuíram a libertação de prisioneiros levada a cabo por Bogotá, em Junho, mas agora a guerrilha avança com esta acção chamando-a de "gesto de esperança para a paz".

O ministro do Interior venezuelano, Ramon Rodriguez Chacin, esteve na operação de resgate. "As FARC, exército do povo, tem também o nosso reconhecimento porque deram esta prova de boa vontade, deram esta satisfação ao nosso comandante em chefe, Hugo Rafael Chavez Frias e temos a certeza que é uma porta que se abre.
É no mínimo, o princípio do caminho. Vão existir mais libertações que serão "trocas", e troca quer dizer que também devem sair os guerrilheiros que estão na prisão, bem como os prisioneiros políticos. Este é o caminho, é esta a linha que nos deve conduzir à Paz".

Álvaro Uribe presidente da Colômbia foi obrigado a reconhecer o contributo de Chavez. "Estamos satisfeitos com a libertação de duas compatriotas, que foram raptadas, e nós sentimos a dor dos compatriotas sequestrados. Tenho que reconhecer que o processo liderado pelo presidente Hugo Chavez foi muito eficaz, ele que foi capaz de obter a libertação unilateral e incondicional das nossas compatriotas Consuelo Perdomo e Clara Rojas."

Em cativeiro, continuam há vários anos a ex-candidata presidencial franco-colombiana, Ingrid Betacourt, e outras 700 pessoas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

México parabeniza Colômbia e Venezuela por libertação de reféns

O governo do México parabenizou nesta quinta-feira os governos de Colômbia e Venezuela, assim como o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha), pela bem-sucedida libertação de Clara Rojas e Consuelo González.

"O governo do México felicita o êxito da operação, concluída no dia de hoje, com a libertação de duas mulheres que se encontravam detidas pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há vários anos", indicou a Secretaria de Relações Exteriores do México.

"O México expressa seu reconhecimento ao governo da Colômbia pela disposição demonstrada para a realização desta missão humanitária, em uma clara resposta aos anseios de todos os setores da sociedade colombiana", declarou.

A Chancelaria reconhece ainda o papel da CICV, "pelas gestões realizadas para concretizar a libertação, assim como o do governo da Venezuela e de todas as demais partes que apoiaram a operação".

"O governo do México faz votos para que esta ação das Farc, em resposta aos pedidos da sociedade colombiana e da comunidade internacional, contribua para conseguir a paz e a concórdia na Colômbia", acrescenta.

O México pediu também "a imediata libertação dos demais reféns que ainda permanecem em poder das Farc, e cujo sequestro lastima suas famílias e a comunidade colombiana em seu conjunto".

As reféns foram recolhidas na região da selva do Departamento colombiano de Guaviare (sudeste), e serão levadas à Venezuela para se encontrar com seus familiares.

Venezuela: Chávez anuncia construção de refinaria na Dominica

A Venezuela vai iniciar em breve a construção de uma refinaria de petróleo na ilha caraíba da Dominica, no âmbito dos esforços do governo de Caracas visando a integração económica regional, anunciou hoje, o presidente Hugo Chavez.

O presidente adiantou que a Dominica se juntará à Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA), um grupo de comércio regional que inclui também Cuba, Irão, Bolívia e Nicarágua.

Depois de se reunir com o primeiro-ministro da Dominica, Roosevelt Skerrit, Chavez comentou que a Alternativa «continua a crescer como nova área geopolítica, geo-económica» visando a construção de «um mundo melhor» para os que vivem nas Caraíbas.

Precisou que a futura refinaria será usada para distribuir petróleo venezuelano para outras ilhas das Caraíbas mas não revelou pormenores como a sua capacidade.

A Venezuela produz 2,3 milhões de barris de petróleo por dia, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

A maior parte das exportações de petróleo da Venezuela segue para os Estados Unidos mas Chavez tem incrementado lentamente as exportações para as Caraíbas e América Latina.

Duas reféns das FARC já estão na Venezuela

As duas reféns colombianas libertadas esta quinta-feira de madrugada pelos rebeldes das FARC já estão na Venezuela. As duas políticas, raptadas em 2001 e 2002, saíram da selva da Colômbia a bordo de helicópteros venezuelanos e viajaram até Caracas na companhia da Cruz Vermelha Internacional.

A boa nova, adiada há exactamente 10 dias, foi dada em Caracas pelo presidente da Venezuela, o mediador de toda a operação de libertação.

Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, e Consuelo Gonzalez, antiga congressista colombiana, foram entregues algures na selva, pelos guerrilheiros aos delegados da missão humanitária de resgate.

No final do ano foi anunciado que seria também libertado Emmanuel, o filho que Clara Rojas teve já em cativeiro, mas a suspeita de que a criança se encontrava desde 2005 sob protecção estatal na Colômbia levou ao fracasso da operação de resgate.

Confirmada a identidade de Emmanuel, o processo voltou a andar e, desta vez, as FARC cumpriram o gesto de desagravo prometido ao presidente Chavez. Ingrid Betancourt, a ex-candidata à presidência da Colômbia, raptada com Clara Rojas há seis anos, continua em cativeiro.

Nas mãos dos rebeldes marxistas, que usam os sequestrados como moeda de troca nas negociações com o governo de Bogotá, estarão também outros 750 reféns.

PCdoB acompanhará Congresso de fundação do PSUV em Caracas

O PCdoB recebeu e aceitou um convite da Comissão Organizadora do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e do governo bolivariano daquele país para assistir a sessão inaugural do congresso de fundação do novo partido. Dois membros do Secretariado do Comitê Central do PCdoB assistirão ao evento no próximo sábado (12), em Caracas.

O PCdoB se fará representar por José Reinaldo Carvalho, secretário de relações internacionais e por Altamiro Borges, secretário de Comunicação do Comitê Central e autor do livro Venezuela: originalidade e ousadia. Publicado pela Editora Anita Garibaldi, o livro já vendeu 10.500 exemplares e está em sua terceira edição.

Em declaração ao Vermelho, José Reinaldo disse que o convite “é uma expressão da solidariedade e das relações de amizade entre os revolucionários venezuelanos e os comunistas brasileiros. A nossa presença em Caracas reforçará esses laços e servirá para que aprofundem o conhecimento dos comunistas brasileiros sobre esse rico processo de revolução popular e antiimperialista comandada pelo presidente Hugo Chávez”, agregou.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Venezuela anuncia criação de "comissão especial anticorrupção"

Caracas, 9 jan (EFE).- A procuradora-geral venezuelana, Luisa Ortega, anunciou hoje a formação de uma "comissão especial anticorrupção".

Ortega disse quer que "na próxima segunda-feira" já esteja constituída a comissão especial, que será integrada por 30 funcionários.

A "comissão especial" assumirá primeiramente "os atos conclusivos dos casos de suposta corrupção que atualmente são investigadas no Ministério Público", disse Ortega.

"Se você ataca um dos flagelos mais graves como é a corrupção, e pede a punição para este crime, indubitavelmente com isso estará livrando uma luta contra a impunidade", afirmou.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu em várias ocasiões durante seus nove anos de Governo uma forte luta contra a corrupção, que de acordo com setores opositores venezuelanos, acontece impunemente no país.

Em agosto, o então ministro do Interior, Pedro Carreño, reconheceu publicamente que a corrupção tinha infiltrado setores "revolucionários", e exigiu "honestidade e ética" aos seguidores de Chávez.

Os maiores escândalos de suposta corrupção nos últimos dois anos envolveram a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), a principal empresa do país, assim como a suposta rede encarregada de facilitar terceiros contratos com o Estado em troca de milionárias comissões.

A justiça local condenou um militar na ativa e vários civis pelo desfalque de US$ 1,3 milhão na construção, em 2006, de uma central açucareira no estado de Barinas.

Chávez prioriza luta contra a insegurança, o desabastecimento e a inflação

CARACAS. — A revolução está obrigada a manter os espaços ocupados e a conquistar outros novos, aseverou neste domingo o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao intervir em seu habitual progama Alô, presidente, que em sua edição 299ª foi feito no Centro de Formação Socialista Ezequiel Zamora, em Charallave, estado de Miranda.

Hugo ChávezApós lembrar que em 2008 se inicia o décimo aniversário da revolução Bolivariana, Chávez reiterou a denominada "Estratégia das Três R" (Revisão, Retificação e Reimpulso revolucionário), a qual chamou a tornar um processo permanente, dialético, de todos os dias. "Começa a batalha", disse.

Acompanhado pelo Gabinete ministerial em pleno, o líder venezuelano chamou a não subestimar o adversário principla do processo: o imperialismo norte-americano, que segundo expressou tenta frear a revolução e debilitá-la para depois, derrotá-la. "Não estamos enfrentando à contra-revolução interna — disse —; eles são só instrumentos do império".

O presidente elogiou o processo de reconversão monetária que entrou em vigor em todo o país em 10 de janeiro passado e disse que entre os objetivos priorizados da revolução, encontrava-se da mesma maneira a luta contra a insegurança, o desabastecimento e a inflação, os quais chamou a enfrentar com firmeza.

Ninguém deve sentir-se desmotivado nem derrotado, "ainda que mais de uma vez fez falta uma derrota", proclamou, em alusão à impossibilidade de aprovar a Reforma Constitucional em 2 de dezembro, como se tinham proposto as forças bolivarianas.

Em correspondência com a ofensiva revolucionária prevista para 2008, Chávez se referiu à importância da conformação do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), cujo congresso fundacional está previsto que seja instalado o próximo dia 12.

O presidente venezuelano celebrou a liberdade de Emmanuel, o filho da sequestrada ex candidata vice-presidencial colombiana Clara Rojas, concebido em seu cativério e cuja paternidade se atribui a um guerrilheiro das FARC.

"As FARC emitiram um comunicado, dando sua versão dos fatos. Mais além de qualquer versão, enfoque ou diatribe política, o mais bonito e importante é que Emmanuel está livre, isso é o mais importante", disse. "E continuamos esperando bom, os novos contatos para a libertação de Clara e de Consuelo (González)", assinalou Chávez em referência à operação humanitário que ele chefia. •

Emmanuel: Venezuela pede esclarecimento dos fatos; ex-mediadora lamenta fracasso

BOGOTÁ (AFP) — Depois que as Farc reconheceram não ter o menino Emmanuel, que haviam prometido entregar, a Colômbia afirma que o caso demonstra de que forma os guerrilheiros "enganam", enquanto a Venezuela pede que as circunstâncias sejam esclarecidas e a ex-mediadora colombiana lamenta o fracasso das negociações das quais participou.

O governo venezuelano pediu, através de um comunicado divulgado neste sábado, "o esclarecimento total das circunstâncias que cercam Emmanuel no curso das últimas semanas".

No documento, Caracas também faz votos pela libertação imediata dos outros dois reféns que seriam entregues junto com o menino Emmanuel: sua mãe, Clara Rojas, que engravidou no cativeiro de um guerrilheiro das Farc, e a ex-congressista Consuelo González, além de todos os seqüestrados em poder das Farc.

Enquanto isso, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que com o reconhecimento da identidade de Emmanuel, "a comunidade internacional se dá conta da forma como as Farc enganam".

Por sua vez, o comissário de paz do governo, Luis Carlos Restrepo, chamou as Farc de "ladrões e bufões", pois "reconhecem sua mentira, mas agora para eles o seqüestrador é o governo".

De visita a Porto Rico, a senadora e ex-mediadora Piedad Córdoba lamentou o fracasso da gestão - da qual participou também o presidente venezuelano Hugo Chávez - que negociou a libertação dos três reféns.

Córdoba considerou que o fato inesperado de Emmanuel não estar em poder das Farc não deve atrapalhar as tentativas de libertação de Rojas e González.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia reconheceram na última sexta-feira que a criança negociada é a mesma que o presidente Alvaro Uribe havia apontado, e que estava em um orfanato estatal registrada sob o nome de Juan Davi Gomes.

O pequeno Emmanuel, de três anos e meio, é filho de Rojas, seqüestrada pelas Farc em fevereiro de 2002 junto com a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Bettancourt, para quem trabalhava como assessora.

Horas antes do pronunciamento das Farc, as autoridades colombianas revelaram o resultado de um exame de DNA feito com amostras do menor e comparado a material genético da mãe e do irmão de Clara Rojas, o que evidenciou o estreito parentesco entre eles.

No comunicado, as Farc argumentam que tiveram que tirar Emmanuel da selva porque ele "não poderia permanecer em meio às operações bélicas do Plano Patriota (ofensiva do exército), dos bombardeios e dos combates, com a movimentação constante e as contingências da selva".

"Por isso este menino, de pai guerrilheiro, foi deixado em Bogotá sob os cuidados de pessoas honradas, enquanto era negociado o acordo humanitário", explica o comunicado, com data de 2 de janeiro e assinado pelo "secretariado' (direção) das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Além disso, os guerrilheiros acusam Uribe de ter seqüestrado Emmanuel em Bogotá, "com o infeliz propósito de sabotar sua entrega", a de sua mãe e de González a Chávez.

Em 31 de dezembro, após de esperar em vão que o grupo guerrilheiro informasse o local onde entregariam os reféns negociados, Uribe lançou a surpreendente hipótese de que na verdade as Farc não tinham o menino.

Chávez havia dito então ter recebido uma mensagem dos rebeldes, avisando que não poderiam cumprir com seu compromisso por causa de fortes operações militares na área onde entregariam os seqüestrados.

O presidente venezuelano não só duvidou da tese de Uribe, mas também o acusou de ter "dinamitado" a "operação Emmanuel", como batizou a recepção dos reféns, que seria acompanhada por delegados de Argentina, Brasil, Bolívia, Cuba, Equador, França e Suíça.

A família de Emmanuel declararam acreditar "totalmente" no resultado dos exames de DNA, e já avisaram que entrarão com processo para requerer sua custódia legal.

Apesar dos exames feitos em Bogotá, a promotoria determinou a realização de uma segunda análise com as amostras na Espanha.

O resultado desses exames ficarão prontos dentro de uma semana, informou no sábado o diretor do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Santiago de Compostela (noroeste da Espanha), Ángel Carracedo, confirmando que as amostras já haviam chegado.

Naomi Campbell entrevista Chávez para revista masculina britânica


A top model britânica Naomi Campbell, de 37 anos, vem descobrindo uma nova vocação, como entrevistadora. Para a próxima edição da revista masculina GQ, ela entrevistou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Campbell já havia entrevistado antes o piloto de Fórmula-1 Lewis Hamilton e agora vem tentando, para as próximas edições, contatos com os presidentes da França, Nicolás Sarkozy, e de Cuba, Fidel Castro.

A entrevista com Chávez foi realizada durante uma visita à Venezuela em outubro, quando ela também aproveitou para pedir ao presidente uma doação à Fundação Nelson Mandela.

Durante a entrevista, a modelo questionou Chávez sobre suas relações com Cuba e suas disputas com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a quem o venezuelano acusou de planejar matá-lo, segundo o relato publicado pelo diário The Independent.

Defesa

O venezuelano também teria aproveitado a entrevista para defender seu governo das acusações de autoritarismo e violação aos direitos humanos.

Chávez argumentou que não há prisioneiros políticos no país nem execuções extra-judiciais e que não há, em sua opinião, nenhum país no mundo com mais liberdade de expressão do que a Venezuela.

A modelo também teria perguntado, segundo outro jornal, o Guardian, se Chávez admitiria alguma vez ser fotografado sem camisa, seguindo o exemplo do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Chávez teria então respondido: "Por que não? Quer tocar meus músculos?"

No texto de apresentação da entrevista, Campbell diz que queria encontrar Chávez, a quem chamou de "anjo rebelde", para saber se era verdade o que ouviu dizer sobre ele ser "um presidente do povo".

"Eu não queria julgar nem investigar suas opiniões políticas, apesar de ele tê-las dado livremente", disse a modelo. "Eu simplesmente queria entrevistar Hugo, o homem."

Em entrevista ao Guardian, o editor da GQ, Dylan Jones, disse que foi "bastante fácil organizar a entrevista", já que Chávez "naturalmente queria encontrar Naomi".

"Quer dizer, quem é que não quer encontrar a Naomi? Mesmo ditadores socialistas têm um interesse em lindas supermodelos", afirmou Jones.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

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Chávez lança "ofensiva" e pede "eficácia" do Governo

Caracas, 6 jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decretou neste domingo o início de uma "grande ofensiva", que inclui a "correção e o recomeço" dos planos oficiais, um mês após sua primeira derrota eleitoral em oito anos de Governo e a quase um ano das eleições regionais e municipais.

O presidente reiterou que o socialismo é o único caminho para a paz e alertou sobre as ameaças de guerra civil que faria com que a "revolução" perdesse espaços já conquistados nas eleições previstas para o fim do ano.

Também insistiu em que a "revolução socialista" respeita a propriedade privada, e que "todos têm lugar nesse processo: os empresários, as classes médias, os movimentos sociais".

"Começou a revisão, retificação e recomeço" decretou Chávez em seu programa de rádio e televisão dominical "Alô Presidente".

O chefe de Estado renovou esta semana a metade de seus 24 ministros e nomeou outro vice-presidente, com a intenção de dar mais "eficácia" a sua gestão governamental, iniciada pela primeira vez em 1999.

Após a "revisão de tudo" será determinado "o que está mal" para passar à "retificação e depois, o recomeço do Governo, dos programas e planos a todos os níveis", disse.

Chávez voltou a reconhecer que em 2007 sua Administração reprovou várias matérias, entre as quais mencionou a luta contra a inflação, e falou sobre a necessidade de acelerar a solução de problemas como o desabastecimento de alimentos básicos.

A inflação fechou 2007 a 22,5%, 10,5 pontos acima da previsão oficial, enquanto o falta de alimentos básicos, como o leite e os grãos, chegou a 25%, de acordo com cálculos privados.

Ao defender o sistema socialista, Chávez pediu que seus aliados "aprofundem a batalha" para a instaurá-lo no país.

"Perdi a invencibilidade!", exclamou sobre a derrota no plebiscito para aprovar a reforma da Constituição, que incluía a reeleição presidencial ilimitada.

Após reiterar que só lhe restam cinco anos de Governo, ressaltou que seu primeiro fracasso eleitoral foi uma grande lição que revelou a falta de organização e de consciência nas fileiras revolucionárias.

Por isso, a organização do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) deve se concretizar o mais breve possível.

O PSUV é imprescindível para enfrentar com sucesso as próximas eleições regionais e municipais, nas quais a "revolução é obrigada não só a manter os espaços conquistados, mas a ampliá-los", disse.

Pelo menos 21 dos 24 estados venezuelanos são governados por políticos partidários do Governo, assim como a maioria dos 337 municípios.

Chávez alegou que a "contra-revolução" utilizaria os estados ou municípios que conseguisse recuperar "para ativar a guerra".

Ele disse que além de instalar o PSUV, o Governo deve fazer alianças com os partidos simpatizantes que se negaram a se integrar ao PSUV, "com os movimentos sociais, com a classe média, os empresários".

domingo, 6 de janeiro de 2008

Chávez muda13 ministros

O presidente venezuelano anunciou uma mudança radical no seu Governo. Quase metade dos ministros (13 em 28), e até mesmo o vice-presidente, foram substituídos depois do balanço de Hugo Chávez aos seus recentes fracassos. Há um mês a população negou em referendo as mudanças na Constituição e que, entre outras questões, davam acrescidos poderes a Chávez. O presidente prometeu tirar as devidas ilações e agir em conformidade. A revolução no Governo parece ser uma das medidas então anunciadas.

A este falhanço interno, Chávez também acrescenta o fracasso da operação de libertação de três reféns em poder das FARC.

Depois da maior derrota eleitoral desde que assumiu o poder em 1999, Chávez alterou o seu discurso ideológico por um mais pragmático tendo em vista as eleições deste ano para os governos estaduais e municipais.

Jorge Rodríguez, actual número dois do Governo, ficará com a responsabilidade de criar o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) e será substituído pelo ministro da Habitação, Ramón Carrizales. A presidente da Cantv (Companhia Telefónica), Socorro Hernández, será a nova ministra de Telecomunicações e Informática, substituindo Jesse Chacón, que ficará com o Ministério da Presidência. O ministro da Comunicação, Willian Lara, será substituído pelo presidente do canal Telesur, André Izarra.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Helicópteros para reféns das Farc voltam para a Venezuela

O coronel Omar Acevedo, chefe da Polícia do departamento de Meta, informou que as quatro aeronaves decolaram nesta manhã do aeroporto Vanguardia de Villavicencio. Os aparelhos estavam desde a semana passada no terminal à espera de que as Farc entregassem a ex-candidata à Vice-Presidência Clara Rojas, seu filho Emmanuel - nascido em cativeiro - e a ex-congressista Consuelo González.

Os helicópteros MI-17 de fabricação russa e Bell-212 (americanos), com emblemas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e seriam utilizados para levar os reféns de algum lugar do sudeste colombiano até Villavicencio, de onde seriam levados a território venezuelano para se reunir com seus familiares. As Farc adiaram a entrega dos reféns alegando "intensas operações" militares na região.

O coronel Acevedo disse não saber se os helicópteros retornarão em caso de uma possível retomada da operação humanitária. Apesar do fracasso da operação de resgate, funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) dizem ainda crer na possibilidade de libertação dos reféns. O alto comissário de paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, disse na quarta-feira que os cativos podem ser libertados em território colombiano, depois de Uribe ter aberto um "corredor humanitário desmilitarizado" na área próxima de Villavicencio, no norte do país, para onde os reféns seriam levados por militares venezuelanos.

Venezuela considera circulação de nova moeda "excelente"

da Folha Online

O ministro das Finanças da Venezuela, Rodrigo Cabezas, qualificou nesta terça-feira de "absolutamente excelente" a circulação da nova moeda do país, o bolívar forte, que retira três zeros do antigo bolívar.

"Posso dizer que até agora não tivemos nenhum inconveniente no que se refere à resposta da mudança da plataforma tecnológica" dos bancos. Os saldos das contas bancárias "já estão expressos em bolívares fortes e os caixas estão operando", afirmou aos jornalistas.

"Em todo o sistema financeiro, do ponto de vista interno dos bancos, e do ponto de vista contábil, a contabilidade em bolívares fortes já está expressa", indicou.

O titular de Finanças afirmou que "o mais importante, para o público, é que todos os saldos das contas poupança e contas correntes também já estão representados em bolívares fortes".

Ele garantiu que os caixas eletrônicos dos bancos "estão todos operando", mas que amanhã será "o dia em que os venezuelanos poderão ter acesso aos bolívares fortes", em função do feriado do dia 1º de janeiro.

Cabezas recomendou aos cidadãos e aos bancos que sempre tenham à mão a tabela de equivalência divulgada pelo governo e informou que na quarta-feira ela "sairá na mídia impressa de todo o país" de novo.

"A partir de hoje, a Venezuela deixa de ser o único país (na América do Sul) que tinha bilhetes de alta numeração", afirmou.

A série de seis bilhetes e sete moedas retira três zeros do antigo bolívar. Essa é a única mudança prática causada pela mudança. A nova moeda não virá acompanhada de reformas econômicas.

A paridade cambial oficial, congelada, de 2.150 bolívares antigos, corresponde agora a 2,15 bolívares fortes por US$ 1. No câmbio paralelo, US$ 1 equivale a 5,7 bolívares fortes, segundo a cotação desta segunda-feira.

Durante esta terça-feira, em que os bancos e o comércio ficaram fechados, o governo optou por reforçar a campanha explicativa do que denomina de "reconversão monetária", principalmente através da televisão.

Gastón Parra Luzardo, presidente do Banco Central da Venezuela (BCV), ressalta que "a circulação simultânea das duas famílias monetárias se estenderá por, no mínimo, seis meses".

A partir de amanhã e pelo menos até meados de janeiro, "especialistas e facilitadores do BCV" estarão em shoppings, mercados, terminais de passageiros e outros pontos de muito movimento "para tirar qualquer dúvida que possa aparecer e respondê-la de maneira didática e simples", acrescentou.

A Venezuela enfrenta atualmente a maior inflação da América Latina, um câmbio paralelo fora de controle e uma série crise de abastecimento de produtos básicos, como o leite. Analistas acreditam que a nova moeda não ajudará a reverter o quadro.

Colômbia: FARC cumpriram com libertação de reféns

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) «cumpriram» com a anunciada libertação dos seus reféns, entre eles um menino de três anos, apesar dos «obstáculos levantados por Bogotá», anunciou esta quinta-feira a agência de notícias Anncol.

As FARC «cumpriram. É o mínimo que se pode dizer. Apesar de todos os obstáculos levantados por Bogotá para impedir a entrega de três colombianos ao presidente da Venezuela, Hugo Chavez Frias», assinala um artigo divulgado na página da Internet da Anncol (Agência de notícias Nueva Colômbia), que costuma divulgar comunicados desta guerrilha marxista.

Reféns «poderão reencontrar-se com os seus entes queridos»

Acrescenta que «hoje poderão reencontrar-se com os seus entes queridos» e assinala que assim «se encerra um capítulo mais na disputa pelo intercâmbio ou troca de prisioneiros».

No final do artigo, esclarece, contudo, que «até agora não se conhece comunicado nem declaração oficial das FARC» sobre a operação que permitirá o regresso dos libertados.

Considera, ainda assim, que «este acto humanitário não pode estar sujeito aos interesses de Washington nem aos caprichos do governante colombiano», Álvaro Uribe.

«Prisioneiros de guerra por razões de conflito interno»

Salienta também que os três reféns - a ex-candidata à vice-presidência colombiana Clara Rojas, de 44 anos, um filho que ela teve em cativeiro fruto de uma relação com um guerrilheiro, e a ex-parlamentar Consuelo Gonzalez, de 57 anos - «são prisioneiros de guerra por razões de conflito interno».

Acrescenta que todos estes reféns «devem ser acolhidos por uma Lei consagrada na Carta Política que garanta o seu pronto regresso ao lugar de onde foram desarreigados» e adverte que «outros condicionalismos não são mais do que protecções fabricadas pelos beneficiários da guerra».

Um acto legislativo desta dimensão «além de aliviar o sofrimento de vítimas e familiares, abre as portas para a reconciliação nacional e para a reconstrução de uma nova Colômbia», indica Anncol.

As FARC fizeram o anúncio da libertação unilateral e sem contrapartidas, como um gesto de «desagravo» para com Chavez, a quem o presidente colombiano cancelou a sua mediação.

Nestor Kirchner viaja para Caracas

O antigo presidente argentino Nestor Kirchner deixou Buenos Aires com destino a Caracas, a fim de participar numa delegação que integra outros seis países, que vai assistir à libertação prevista para sexta-feira de três reféns das FARC.

Acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Taiana, o antigo presidente argentino foi designado pela mulher, a actual presidente Cristina Kirchner, para esta missão na Colômbia «de cooperação e solidariedade», indicou um porta-voz oficial.

Venezuela adopta nova moeda

CARACAS, 31 DEZ (ANSA)- As autoridades financeiras da Venezuela asseguraram nesta segunda-feira que estão com tudo pronto para introdução da nova moeda, que tem o nome temporário de "Bolívar forte" e começa a circular em 1º de janeiro de 2008.
A nova moeda terá três zeros a menos e uma paridade cambiária de 2,15 bolívares fortes para cada dólar.
O ministro das Finanças, Rodrigo Cabezas, disse que o novo símbolo monetário pertencerá a todos os venezuelanos é por isso é preciso defendê-lo.
Cabezas acrescentou que fará o que for preciso para ajustar suas políticas a fim de fortalecer a moeda.
"O governo nacional fará as mudanças pertinentes em sua política econômica fiscal, comercial e em seus processos de adaptações tecnológicas. Ele continuará com uma política trabalhista de fortalecimento dos trabalhadores, dos processos de inclusão social, o que significa que seguiremos construindo o país que todos queremos, inclusive, de grande crescimento econômico", indicou.
Os economistas locais sinalizam que o novo modo de pagamento não terá efeitos diretos na economia, já que vai alterar ao mesmo tempo as remunerações e os preços, que passam por um controle de câmbio vigente desde 2003.
A moeda chega as ruas em um contexto inflacionário estimado em 20% para o fechamento de 2007 e de um crescimento econômico estimado em 9% do PIB, pelo quarto ano consecutivo.
O presidente do Banco Central da Venezuela, Gastón Parra, anunciou que todo o sistema está pronto para iniciar o processo de reconversão, que terá uma duração prevista de seis meses, nos quais as duas moedas estarão em uso.
"Com a reconversão, será reforçada a confiança no símbolo monetário e haverá benefícios e eficiência no sistema político de pagamento e os registros contábeis graças ao manejo de cifras pequenas, assim como a compreensão e uso do dinheiro", destacou Parra em uma mensagem ao país. (ANSA)

Venezuela: Chavez amnistia golpistas de 2002

O presidente venezuelano promulgou segunda-feira uma amnistia política para os presos ou processados por delitos políticos, principalmente os implicados no golpe de Estado que o derrubou durante 48 horas em 2002 e um indulto para os presos comuns.

Hugo Chavez não precisou o número de pessoas que beneficiarão desta amnistia, da qual está excluído o antigo governador do Estado de Miranda, Enrique Mendoza, acusado de ter tomado o controlo da televisão VTV em Abril de 2002.

O chefe de Estado venezuelano declarou que concedia esta amnistia que abrange também as pessoas detidas no âmbito da «greve petrolífera» de Dezembro de 2002 e Janeiro de 2003 para «enviar um sinal ao país», de que é possível «viver juntos com as diferenças».

Depois de destacar que na Venezuela não existem presos por expressarem as suas ideias políticas, pelo que «ninguém pode falar de presos políticos nem de perseguidos políticos», Chavez explicou que os beneficiados com a sua decisão cometeram delitos políticos e que a sua sorte foi ou estava a ser decidida pelos tribunais.

«Políticos presos não são os presos políticos», acrescentou e destacou que «a maioria» deles «está em casa e com proibição de sair do país».

A amnistia deve ser entendida como «uma demonstração de que queremos a paz (...) que ocorra um debate forte, mas em paz», assinalou.

A tomada violenta do palácio, de sedes do governo regionais, a privação ilegítima da liberdade de funcionários e outros factos que marcaram o golpe de estado de 11 de Abril de 2002 caem na alçada da amnistia.

Diário Digital / Lusa

Após suspensão da missão Emmanuel, Chávez buscará libertar reféns por 'outras vias'

Da France Presse

01/01/2008
10h18
-A missão Emmanuel, para resgatar três reféns das Farc, foi suspensa de modo indeterminado depois que a guerrilha alegou falta de condições para a entrega, mas o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que a operação prosseguirá "por outras vias".

"Seguiremos esperando, não descartamos a possibilidade de que nos cheguem as coordenadas, temos um canal de comunicação. Nossos helicópteros estão lá e estarão lá, a menos que a Colômbia retire a permissão, disse Chávez na segunda-feira, após o aparente fracasso da missão.

Mais cedo, Chávez leu em um programa de TV uma carta das Farc na qual os insurgentes informavam que não era possível entregar os reféns por causa das intensas operações militares na região onde a operação aconteceria.

O grupo alegou que insistir na entrega, "nestas condições, seria colocar em grave risco a vida das pessoas a libertar, o restante dos prisioneiros de guerra e os guerrilheiros designados para cumprir esta missão".

As Farc aceitaram entregar a uma missão internacional coordenada pela Venezuela e sob a proteção da Cruz Vermelha Internacional a ex-candidata à vice-presidência colombiana Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-congressista colombiana Consuelo González.

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, viajou na segunda-feira à cidade de Villavicencio (95 km ao sudeste de Bogotá) e negou de forma veemente a existência de operações militares. Ele chegou a mencionar a possibilidade de que o menino Emmanuel não estaria em poder das Farc, o que seria a causa da demora na entrega dos reféns.

De acordo com esta hipótese, a criança estaria em um orfanato de Bogotá. Uribe pediu exames de DNA a familiares de Clara Rojas para determinar se o menino em questão é realmente o filho da política.

Chávez se irritou com a insinuação e voltou a criticar o colega colombiano de "dinamitar" o processo. Diante deste cenário, os representantes internacionais de sete países, reunidos em Villavicencio para recebir os reféns que as Farc libertariam, decidiram interromper a participação na operação.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Chávez elogia comunidade portuguesa na Venezuela

José Sócrates classifica a Venezuela um «país irmão» devido aos portugueses que para lá imigraram nos últimos anos. O presidente Hugo Chávez classifica a comunidade portuguesa na Venezuela como trabalhadora e alegre. Os dois líderes encontraram-se em São Bento, residência oficial do primeiro-ministro português.

( 00:18 / 21 de Novembro 07 )


Hugo Chávez falava à chegada a São Bento, depois de ter sido recebido pelo chefe do Governo português, José Sócrates, à entrada da residência oficial do primeiro-ministro.

Nas breves declarações políticas feitas antes do jantar, Hugo Chávez falou a seguir a José Sócrates, que classificou a Venezuela como um país irmão.

«Partilhamos uma história comum nas últimas décadas [durante as quais meio milhão de portugueses emigraram para a Venezuela], e o Governo português aqui está para construir com o povo venezuelana uma relação que esteja à altura da sua história», disse Sócrates salientando «a honra» que é receber Chavez em Portugal.

Logo nas suas primeiras palavras Hugo Chávez revelou o seu estilo informal, provocando risos entre os diplomatas dos dois países, ao fazer uma pergunta directa ao primeiro-ministro português:

«Quanto tempo falaste tu? Cinco minutos?», questionou o chefe de Estado venezuelano, dando assim a entender que não queria quebrar o protocolo, falando mais do que o anfitrião, o chefe do Governo português.

Além de cumprimentar José Sócrates, o presidente venezuelano deixou também uma saudação especial a "Mário" [Soares], que também esteve presente no jantar de São Bento.

Depois, como Sócrates tinha abordado na sua anterior intervenção questões relacionadas com a comunidade portuguesa, o chefe de Estado Venezuelano referiu-se também ao tema.

Chávez vincou então que os cidadãos lusos são vistos com «afecto» pela generalidade dos cidadãos venezuelanos, sobretudo por estarem ligados a serviços como «as padarias, os talhos, as mercearias e os restaurantes».

«Especializaram-se em algo que dá alegria, porque barriga cheia é coração contente. Tu sabes Sócrates, os portugueses constituem uma comunidade de trabalho e de muito afecto», disse.

Chávez considerou ainda os portugueses «parecidos com os venezuelanos, porque falam bastante, são de riso fácil, dão o coração e são de afecto sincero».

Chavez quer reforçar relações com Portugal

Neste contexto, o chefe de Estado venezuelano deixou garantias de que o seu Governo trabalhará para assegurar «tranquilidade» e «segurança» à comunidade portuguesa residente no seu país. «Vamos dar atenção a esses problemas», acrescentou.

Segundo Chávez, as relações políticas e comerciais entre os dois países «estão actualmente muito abaixo dessa união e amizade entre os povos português e venezuelano».

«Chegou o momento de começarmos a trabalhar juntos nas áreas económica, comercial, social e energética, para assim sermos coerentes com o nosso passado comum», frisou.